sexta-feira, 6 de abril de 2018

Admirável Mundo Estranho – O Estudo da Geografia



*Transcrição da vídeo aula

O professor de Geografia sabe, melhor do que ninguém, da importância dessa disciplina para a sociedade. O problema é que, nem sempre, ele consegue convencer os seus alunos disso.

Pode ser interessante questionar o aluno sobre questões específicas, comece a aula perguntando: “por que não chove no Nordeste?”; “A fome é realmente causada pelo excesso de gente no mundo?”; “O que é a neurose da cidade?” Aguce a curiosidade deles: “Como surgem os terremotos?”, “De onde vieram as montanhas?”.

Ninguém se interessa por um tema muito geral, do qual não se sabe a funcionalidade, mesmo que lhe digam mil vezes que é importante.

Muitos teóricos da educação já disseram e é verdade: “Parta da vivência do aluno” - o que não é difícil para a Geografia, por ser a ciência que estuda o espaço geográfico.

Visualizadores de Imagem por satélite – A Internet:

Consultar a previsão do tempo, pesquisar informações para viagem, visualizar cidades, bairros e ruas por imagens de satélite, tudo isso pode ser realizado na sala de aula. E o aluno não estará estudando a partir de representações, mas sim de pontos reais.

A importância da aula de Geografia também pode ser percebida ao:
  1. Aprender a se localizar no mapa
  2. Aprender a usar uma Bússola



1) Há algumas convenções usadas na cartografia que ajudam a ler um mapa eficiente e rapidamente; 

O grande problema dos mapas, é que vemos o mundo com um começo, um meio e um fim, pois ele foi achatado e colocado numa folha de papel que o distorce, mas não esqueça que o planeta tem a forma semelhante de um globo, e ele não tem em cima e em baixo a menos que você coloque isso nele;

Um bom mapa sempre terá uma legenda que mostra o que cada símbolo significa. Não adianta olhar para as linhas do mapa sem ler a legenda, ela está para ajudar a entender os símbolos. 

Um mapa é uma representação de um ponto da terra;

Todo mapa tem uma rosa dos ventos. É através dela que você saberá o que é norte, sul, leste e oeste; 

Cores também estão presentes num mapa. Azul para rios, marrom para montanhas. Para outras cores, basta olhar na legenda para descobrir o que significam.

2) Você sabia que a maioria das bússolas não apontam realmente para o Polo Norte? Muitas bússolas apontam a direção para o "norte magnético", um local no Ártico que fica próximo do Polo Norte -- mas que não é o norte exato. Em situações cotidianas e casuais, essa singela diferença é muitas vezes ignorada, mas se for necessária exatidão, isso já muda de figura.

Por muito tempo se pensou que o norte geográfico e o norte magnético eram um só. Em 1831, o explorador inglês James Ross verificou que não eram iguais ao chegar ao Ártico e ver que a bússola apontava para o chão, o norte magnético (as linhas de força eram verticais e a única posição em que a agulha aquietava era na vertical).

O norte geográfico resulta do movimento de rotação da Terra, enquanto o norte magnético é o resultado do campo magnético gerado pelo movimento do metal fundido do núcleo externo em torno do núcleo metálico sólido da Terra. Os dois nortes, portanto, expressam fenômenos geofísicos diferentes. Usando esse princípio os chineses inventaram a bússola e os europeus se lançaram às grandes navegações.


Uma agulha imantada aponta sempre para o polo norte magnético e, de modo aproximado, para o norte geográfico. O ângulo entre o norte magnético e o geográfico reflete a declinação magnética do lugar e varia geralmente de 20 a 30 graus.


A Importância da Geografia está relacionada também à necessidade de se conhecer o espaço geográfico - pode-se dizer que o espaço geográfico possui um caráter histórico e, por isso, é capaz de contar a história e as características da ação humana sobre o meio em que vive. O espaço é memória!

Agradeço ao meu Professor de Geografia Jader Janer

Lembre-se: O ato de ensinar está na vontade de aprender!



quarta-feira, 4 de abril de 2018

Que tipo de pessoa você é?




*ao final do artigo deixarei 03 três link’s para outros excelentes artigos sobre: Persona; Self e Arquétipos, para quem deseja imergir um pouco mais no estudo da personalidade.

Existem pelo menos quatro tipos de pessoas no mundo. A maioria das pessoas tem a personalidade que se encaixa em um desses tipos.

Algumas pessoas são otimistas, outras pessimistas, algumas invejosas e outras de confiança.

Pesquisadores usaram uma metáfora para exemplificar: duas pessoas podem tentar caçar um cervo juntas, mas se estiverem sozinhas só conseguem coelho.
  • Aquela pessoa considerada invejosa vai preferir caçar coelho para que pelo menos fique em pé de igualdade com o outro caçador ou até mesmo melhor que ele.
  • Quem é otimista escolhe caçar o cervo, pois é a melhor opção para ambos.
  • O pessimista prefere caçar coelhos, pois é muito mais fácil conseguir pegar um alvo bem menor.
  • As pessoas consideradas de confiança ficam felizes por ter a oportunidade de colaborar e tentar caçar o cervo com o outro caçador, sem nem mesmo ter que pensar duas vezes.

É uma outra maneira de dizer que há

“Aquelas às quais as coisas acontecem,

Aquelas que observam as coisas acontecerem,

Aquelas que nem sequer sabem que estão acontecendo coisas, e

Aquelas que fazem as coisas acontecer.”


Hora de pensar... A que grupo eu pertenço?


Artigos comentados no vídeo:

Persona:


O Self ou Si-mesmo:


Arquétipos Comuns:



Lembre-se: O ato de ensinar está na vontade de aprender!

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Mudanças e Recomeços




Há algumas máximas que versam sobre esses temas e nos fazem pensar.

Por exemplo: “Mude mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.”

Para Recomeçar é preciso: autoconhecimento: Arthur Schopenhauer disse que: 

“A personalidade do homem determina antecipadamente o grau de sua fortuna.”

Avaliar a nós mesmos, descobrir nossa personalidade, superar os problemas, desprender-se de rótulos impostos desde o nascimento é possível. Podemos analisar e modificar a nós mesmos.

Mas ok, você é inseguro (a). Adivinha só?!! O resto do mundo também é! Não superestime a concorrência e subestime você. Você é melhor do que acredita.

Winston Churchill Nobel de literatura em 1953 (Primeiro ministro do Reino Unido durante a segunda guerra mundial) disse:

"Se você está atravessando o inferno, bem, continue atravessando".

E lembre-se: O ato de ensinar está na vontade de aprender!



quinta-feira, 29 de março de 2018

Formação Continuada (imersão)



A formação continuada é o processo de aperfeiçoamento realizado ao longo da carreira.

Para que a formação continuada atinja seu objetivo, precisa ser significativa para o professor e proporcionar momentos de estudos, pesquisas e imersão.

Se você deseja ter eficácia e sucesso em determinado assunto de verdade, você precisa aplicar o conceito da imersão àquilo que faz.

É muito importante criar o seu mundo de conceitos e práticas, para que você possa evoluir rápido e com qualidade rumo á fluência em determinado assunto. A velocidade do seu aprendizado será diretamente proporcional ao nível e a qualidade do contato que você tiver com determinado assunto.

Imagine que você quer aprender mandarim...

O mandarim, também conhecido como chinês tradicional, é o nome que se dá a um conjunto de dialetos chineses falados nas regiões central, norte e sudoeste da China. É o principal dialeto falado na China com, aproximadamente, 840 milhões de falantes (primeira língua).

O mandarim padrão, também conhecido como chinês padrão é falado em Pequim e considerado o idioma oficial da República Popular da China.

Importância

Com o crescimento econômico da China, verificado a partir da década de 1990, o mandarim ganhou grande importância no cenário econômico mundial. As relações comerciais entre China e centenas de países do mundo, tornou quase que obrigatório o entendimento do mandarim por profissionais que atuam em áreas comerciais com relações com a China. Por isso, muitas escolas que ensinam o mandarim surgiram em vários locais do mundo todo.  O mandarim é complexo, pois possuí cerca de 80 mil caracteres (conhecidos como hanzis). Porém, 7 mil caracteres são mais utilizados.

Seguindo o conceito de imersão a conclusão obvia desse comentário seria algo como: “Depois de estudar chinês durante seis anos, vou viajar até à Asia para completar a minha imersão na cultura oriental”.

A formação continuada deve ser capaz de conscientizar o professor de que teoria e prática são “dois lados da mesma moeda”.

E ela precisa contemplar três dimensões: Científica, Pedagógica e Pessoal.

Lembre-se: O ato de ensinar está na vontade de aprender!



terça-feira, 27 de março de 2018

Quando o inesperado acontece na sala de aula



O sucesso da aula depende da interação entre todos, além de sua capacidade de se antecipar e se preparar para imprevistos.

Não perca de vista que a sala de aula é um espaço socialmente instituído. É um espaço historicamente conquistado e construído.

De imediato quero sugerir o livro: Ensinar. Agir na Urgência, Decidir na Incerteza de Philippe Perrenoud.

Introdução: Saber a ensinar, saberes para ensinar; 1. A Escola Frente à Complexidade; 2. A Comunicação na Sala de Aula: Onze Dilemas; 3. Dez Não-Ditos ou a Face Oculta da Profissão de Professor; 4. A Pedagogia de Dominio, uma Utopia Racionalista ?; 5. O Trabalho em Equipe Pedagógica : Resistências e Mecanismos; 6. A Ambigüidade dos Saberes e da Relação com o Saber na Profissão de Professor; 7. Competências e Complexidade; 8. Algumas Outras Questões ....

Pode ser a bagunça da turma do fundão. No ensino médio e superior, pode ser aquele aluno que duvida de tudo o que você diz pelo simples prazer de duvidar. Ou pode até ser um livro esquecido, ou computador que resolve não funcionar. De qualquer maneira, grande parte do sucesso de sua aula depende de como você lida com esses inesperados.
  • Responda a uma pergunta de maneira rude ou desinteressada, e você perderá qualquer simpatia que a classe poderia ter por você.

  • Seja educado e solícito - a pior coisa que pode acontecer a um professor é perder a calma.
  • Ao apresentar uma atividade, use exemplos e explique de várias maneiras o que deve ser feito.
  • Para que a aula não vire bagunça, observe se a discussão gira em torno do tema proposto. Caso a conversa seja sobre outra coisa qualquer, ajude o aluno a retomar o foco de onde parou. Uma maneira de fazer isso é lançar algumas perguntas que estimulem todos a refletir com você sobre o assunto que está sendo estudado.
  • A falta de familiaridade com uma proposta ainda desconhecida pode deixar os alunos apreensivos e com receio. Muitas vezes, um período de adaptação é necessário. 
  • Se os objetivos estão claros, persista na ideia, mas tenha paciência.

Lembre-se: O ato de ensinar está na vontade de aprender.




sexta-feira, 23 de março de 2018

O que Ensinar em Matemática?



Nesta abordagem pretendo atrair sua atenção para:

a)      A importância de entender como as crianças aprendem.
b)      Sugerir 02 (dois) excelentes livros.
c)      Contribuir com algumas elucidações.

O Dia da Matemática é comemorado pela Sociedade Brasileira de Educação Matemática (SBEM) em 06 de maio como uma homenagem ao matemático, escritor e educador brasileiro Júlio César de Mello e Souza, mais conhecido como Malba Tahan.

No livro Didática da Matemática, nós aprendemos que: "O aluno deve ser capaz não só de repetir ou refazer, mas também de ressignificar diante de novas situações, adaptando e transferindo seus conhecimentos para resolver desafios".



As operações matemáticas têm uma relação próxima com as operações mentais formais que Piaget identificou como conhecimento espaço temporal. As crianças estruturam esse tipo de conhecimento usando os processos de acomodação e assimilação para alcançar um novo equilíbrio das informações.

Seus 08 (oito) capítulos estão ricamente distribuídos assim:

Capítulo 1. Matemática para não-matemáticos; Capítulo 2. A didática da matemática; Capítulo 3. Aprendendo (com) a resolução de problemas; Capítulo 4. Os diferentes papéis do professor; Capítulo 5. O sistema de numeração: um problema didático; Capítulo 6. Dividir com dificuldade ou dificuldade de dividir; Capítulo 7. Cálculo mental na escola primária; Capítulo 8. A geometria, a psicogênese das nações espaciais e o ensino da geometria na escola primária.

Um segundo livro que gosto muito (muito mesmo) e vai ajudar tanto a você Professor (a) quanto a vocês Pais é:  O Homem que Calculava, de Malba Tahan.

O livro é uma narrativa de Hank Tade-Maiá, personagem secundário que encontra Beremiz no deserto, o leva à Bagdá e o acompanha em sua estada por lá, relatando neste livro as aventuras de seu amigo. Está dividido em trinta e quatro capítulos, com notas de rodapé postas pelo autor e também dos editores explanando o significado de determinadas expressões. Esta edição conta ainda com um glossário e um apêndice. 

Logo após encontrar Beremiz e fascinar-se com seu talento matemático e convidá-lo a seguir viagem para Bagdá, Hank e nosso protagonista encontram no caminho um grupo de irmãos que discutem a partilha de uma herança de camelos. Beremiz elucida a divisão de 35 camelos por três irmãos, o que causa admiração e gratidão no grupo.



Conceito é muito importante!
  • Em vários lugares, acredita-se que uma boa aula é aquela que cobre grande parte da ementa do dia, ou seja, quanto mais se avança, melhor.
  • Porém assegurar que um conceito seja totalmente aprendido através da repetição é um ingrediente potencializador para se apropriar do conhecimento.
  • Pedir aos alunos para explicarem a resposta em frases completas e não escrever apenas a resposta certa, mas entender o conceito, essa é a chave para construir o raciocínio lógico e a linguagem matemática.
  • Os estudantes com melhor desempenho devem ser encorajados a aprofundar o conhecimento e ajudar o restante da classe, em vez de se distanciarem dos colegas menos aptos.
Divisor de águas:
  • É urgente dizer/repetir que parte do sucesso do ensino, vem do respeito aos professores e do tempo que eles têm para se planejar e preparar.
  • É minha opinião que um curso de formação de professores deve estar mais preocupado com a reflexão sobre a prática pedagógica; e que na formação do professo (a) de matemática (inclusive) se trabalhe mais o embasamento teórico – filosófico para o ensino da disciplina.
  • A reflexão diante da prática deve estar tão presente quanto os outros saberes.
  •  É importante que o professor se veja como objeto da própria análise.

Lembre-se: O ato de ensinar está na vontade de apender!



quarta-feira, 21 de março de 2018

Técnicas para Interpretação de Texto (Professor e Aluno)



Quantas vezes você já leu um texto e não entendeu nada do que estava escrito ali?

É central que você saiba que tudo foi feito em um contexto, com um pretexto por meio de um texto.

A palavra texto vem do latim textu (tecido, entrelaçamento). A origem do termo remete à principal característica de um texto: ser um todo formado por partes entrelaçadas.

Para se elaborar um texto, é preciso que diversas palavras se entrelacem, se ajustem para que o texto possa cumprir sua finalidade, todos os textos possuem intencionalidades especificas. 

Para que possamos interpretar um texto é necessários que façamos as inferências textuais (pré-compreensão) que é relacionar as informações que estão presentes no texto com as informações que você conhece a respeito daquele assunto. Um exemplo são os projetos interdisciplinares, onde um mesmo assunto é contextualizado dentro da Filosofia e da Sociologia.

No processo da interpretação seremos apresentados à Hermenêutica, a área da filosofia que se ocupa da interpretação, e segundo a mesma é preciso que haja três momentos nesse "processo": Inferência textual (pré-compreensão), Compreensão e a Resposta ao texto (Interpretação).
  • Inferência Textual (Pré-compreensão): toda leitura supõe que o leitor entre no texto já com conhecimentos prévios sobre o assunto ou área específica. Há uma afinidade que o levou até ali.
  • Compreensão: É comum ouvirmos: “Eu entendi, mas não compreendi”. Isso significa dizer que quem leu entendeu o significado das palavras, a explicação, mas não as justificativas ou o alcance social do texto. A compreensão de um texto é a análise e decodificação do que está realmente escrito nele, das frases e ideias ali presentes. As expressões que geralmente se relacionam com a compreensão são: “Segundo o texto…; De acordo com o autor…; No texto…; O texto informa que... O autor sugere…”
É possível compreender um texto sem interpretá-lo, porém não é possível interpretá-lo sem compreendê-lo.
  • Interpretação: A interpretação é a resposta que você dará ao texto, depois de compreendê-lo (é preciso “conversar” com o texto para haver a interpretação de fato). A interpretação de um texto está ligada às conclusões que podemos chegar ao conectar as ideias do texto com a realidade. É o entendimento subjetivo que o leitor teve sobre o texto. Na interpretação de texto, as expressões geralmente utilizadas são: “Diante do que foi exposto, podemos concluir…; Infere-se do texto que…; O texto nos permite deduzir que…; Conclui-se do texto que...; O texto possibilita o entendimento de...”

Aqui vão algumas técnicas para interpretação de texto:

1) Leia com um dicionário por perto

Além de ler bastante, você pode potencializar essa leitura se estiver com um dicionário por perto. Com o tempo o seu vocabulário irá crescer.

2) Faça paráfrases

Para chegar ao nível da compreensão, é recomendável fazer paráfrases, que é uma explicação ou uma nova apresentação do texto: a paráfrase-resumo, a paráfrase-resenha e paráfrase-esquema (uma espécie de fichamento).

3) Leia gêneros diferentes

Procure diversificar os gêneros, alternando livros de literatura com revistas, jornais, blogs, publicações científicas, entre outros. Você engrandecerá seu vocabulário aprendendo novos termos.

4) Releia quantas vezes precisar

Ao terminar a primeira leitura, faça uma pausa e tente resumir mentalmente o que você acabou de ler.

5) Teste sua compreensão

​Discuta com outras pessoas que já leram o texto; Procure resenhas críticas ou resumos e faça comparações.

Como estimular a interpretação de texto na sala de aula?

Faça perguntas baseadas em evidencias: Elabore questões que enfatizem as evidencias de um texto. Por meio de respostas baseadas em fatos lidos é possível verificar se os alunos entenderam o texto.

Fazendo Perguntas baseadas em evidências o professor (a) faz com que os alunos sempre voltem aos fatos ou eventos do texto para dar uma resposta.

Use as evidências para indução e para dedução, enfatize os indícios que levam a conclusões relevantes sobre o texto.

E lembre-se: O ato de ensinar está na vontade de aprender!